ANIMAIS AQUÁTICOS

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BACALHAU  -  BELUGA  -  BOTO-COR-DE-ROSA -  CARPA  -  CARANGUEJO

CARANGUEJO - ERMITÃO  - CARACOL-AQUÁTICO  -  CAVALO-MARINHO  - LAGOSTIM  -  FOCA  - LEÃO-MARINHO  -  GOLFINHO  -  MORÉIA  -  MACHADO-DE-PRATA   

BACALHAU

Chamado Gadus Morhua, que é uma das cerca de 60 espécies da mesma família de peixes migratórios, o "verdadeiro" bacalhau é encontrado no Mar Atlântico. O bacalhau vive nos mares frios do norte, sendo geralmente de tamanho pequeno, embora alguns exemplares possam chegar a pesar 100 quilos, em média fica entre 1 a 12 quilos e medem pouco menos de dois metros. Embora vivam em águas frias, os cardumes migram para águas menos geladas. Apesar de ser um peixe abundante, a pesca do bacalhau é tão ampla que poucos atingem o desenvolvimento adulto. Existem muitos motivos para ser capturado, além da carne, existe a importância econômica, na indústria farmacêutica, como o óleo de fígado de bacalhau, fonte de vitaminas A e D.  A fêmea desova em pleno oceano, colocando entre 3 a 9 milhões de ovos por ano. Alimenta-se de outros peixes menores. 

BELUGA

Ela pode ser vista perto das costas da Groelândia e, no verão, bem perto ao norte no Oceano Glacial Ártico. O bicho é adaptado às regiões frias do norte. A cor protege contra inimigos por confundir-se com a dos blocos de gelo. A beluga é uma baleia que pode variar de 2 - 4m de comprimento, e também é mamífero aquático. Chega pesar 1.400kg, pode viver entre 35 - 50 anos. Os principais alimentos são: plânctons e peixes. A beluga, quando nasce, quase sempre, é totalmente preta. Depois, a cor vai clare-ando durante uns 2 anos até ficar totalmente branca. Mesmo depois de adulta, a beluga continua brincalhona. São nadadores lentos, contudo são adaptados para mergulho e podem chegar a mais de 700 metros abaixo da superfície. Durante o verão se reúnem centenas e até milhares em estuários.

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BOTO-COR-DE-ROSA

Boto-cor-de-rosa, boto-vermelho, boto-rosa, boto-malhado, boto-branco, boto costa-quadrada, cabeça-de-balde ou uiara são nomes comuns dados a 3 espécies de golfinhos fluviais do gênero Inia. As espécies se distribuem nas bacias dos rios Amazonas e Solimões, na sub-bacia Boliviana e na bacia do rio Araguaia. Ele é um personagem conhecido por sua lenda e tornou-se popular. Ele tem bico comprido e possui pelos na parte de cima. Os olhos são pequenos e ele não enxerga muito bem. Para se comunicar e se guiar, ele emite uns gritinhos finos e presta atenção ao eco dos sons na água. Se alimenta de peixes, moluscos e crustácios. Dos golfinhos, o boto é a maior: os machos podem chegar a medir 2,5 metros de comprimento, com até 200 quilos; as fêmeas, um pouco menores, chegam a medir 2,2 metros e pesar 150 quilos, em média. Os botos são animais solitários. 

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CARPA

Conhecido popularmente como carpa e carpa-comum, é um peixe de boca pequena sem dentes verdadeiros e rodeada de barbilhões curtos. Essa espécie de água doce é originária de grandes lagos e rios da Ásia, Europa e África, introduzida para a América do Sul. A carpa é considerada um animal honrado na China. Ao ser capturada, é um dos poucos peixes que não se debatem. Muito popular em piscicultura (criação de peixes) ornamental. Causam fascínio nas variações das cores fortes e intensas. Nos rios, a carpa revolve o fundo lodoso para causar a elevação dos detritos vegetais e animais de que se alimenta. Peixe muito arisco salta desesperadamente para fugir de qualquer ameaça. Na primavera, a fêmea procura um lugar calmo, de águas rasas para depositar 2 milhões de ovos. Chega mediar 35cm e pesar 10kg.

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CARANGUEJO

Existem cerca de 7 mil espécies de crustáceos no mundo. Os crustáceos são animais invertebrados artropódes. Entre eles estão alguns dos animais mais comuns que conhecemos, como siris, caranguejos, tatuzinhos-de-jardim, lagostas, cracas e camarões. O caranguejo tem cerca de 180 milhões de anos de idade, milhares de espécies e é um dos frutos do mar mais apreciados no Brasil. O caranguejo sai do ovo como um bichinho quase invisível. A fêmea põe em torno de 2 milhões de ovos. Desses, 100 mil vão gorar e mais de 99% terão sido destruídos por doenças, variações de temperaturas e ataques de animais. Apenas 2 mil, em média, chegam a ser adultos. E é durante o período que a casca não enrijece e se acomoda que ele fica exposto ao ataques dos milhões de predadores. Mesmo depois de adulto, a forte carapaça nem sempre dá proteção eficaz. Existe uma grande variação de formas e tamanhos. Esses bichos respiram dentro e fora da água, podendo até morar em terra.

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CARANGUEJO-ERMITÃO

Caranguejo-ermitão, conhecido também como paguro ou bernardo-eremita, é um bicho muito vulnerável: seu abdome é mole e não tem carapaça protetora, ele procura uma concha vazia de outro animal e passa a usá-lo como seu abrigo; à medida que ele cresce, passa para outra concha maior. Como as conchas de caracol vazias são raras em terra, a melhor esperança de se mudar para uma nova casa é expulsar os outros fora de suas conchas. Para ficar mais seguro ainda, ele arruma um guarda-costas, uma anêmona-do-mar, que empurra para cima da concha com sua pinça. O ermitão desfaz em pedaços os peixes e outros alimentos; os pedacinhos ficam flutuando por perto e a anêmona alimenta-se com eles. O ermitão pode se esconder na concha e fechar a entrada. Durante anos ele vai crescer desse modo, vivendo à 20-40m de profundidade. Nas praias, encontram os ainda jovem.

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CARACOL-AQUÁTICO

Algumas espécies de caracol-aquático podem chegar a 10 ou 12 cm, o que dá força bastante para atacar até um tritão pequeno. No fundo das águas paradas, vivem muitas espécies de caracóis, alguns se alimentam de ervas, outros são carnívoros vorazes. Passam toda a vida na água, mas podem sobreviver por algum tempo em terra firme. Alguns enterram-se na lama, onde ficam durante o inverno. Na escassez de alimentos, o caracol-aquático fica flutuando com o corpo submerso onde só a sola do pé fica a tona, dessa maneira ele pode capturar comida. Na parte inferior da cabeça existe a rádula, uma espécie de língua com a qual o caracol corta os alimentos. Os olhos estão nas pontas dos tentáculos maiores, mesmo que a maioria não enxergue,  e o olfato nos tentáculos menores. Os caracóis não ouvem. Essa espécie é hermafrodita; depois de fecundar põe os ovos (de 4-5) na vegetação. Há mais de 100 mil espécies distintas desse animal.

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CAVALO-MARINHO

Comuns na região sul da Austrália, esses peixes são conhecidos como dragões-do-mar, por causa do aspecto mitológico de sua figura filamentosa. O cavalo-marinho habita pradarias submarinas de vegetação aquática formada por algas, posidônias e outras plantas. É nesse ambiente que ele disfarça sua presença, fixado pela cauda, que se enrola nas ramificações dos vegetais.  Um dos maiores cavalos-marinhos conhecidos é o phycodurus que chega aos 30 cm. Entre os cavalos-marinhos, a fecundação é interna (processo que ocorre com a minoria dos peixes); o que significa que a fêmea coloca os ovos dentro do macho, em vez de ele impregná-la, como acontece com todos os grandes. Na bolsa, que lembra o marsúpio do canguru, alojam-se uns cinco a oito ovos. Os que estiverem vivos ficam protegidos por uma bolsa cada e dez ou doze semanas depois, ocorre o parto dos filhotes, que logo se desenvolvem e assumem posição vertical. Existem 50 espécies de cavalo-marinho que vivem às costas de mares quentes e temperados. O acasalamento entre o casal obedece um ritual que lembra  uma dança; nos primeiros contatos, os dois enlaçam as caudas e esfregam os rostos levemente, processo necessário para a fecundação dos ovos.

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FOCA

A foca é um mamíferos altamente adaptado para viver no mar. São inúmeras as variedades e espécies de foca. A foca vive na região do Polo Norte e são excelentes e ágeis nadadoras. Suas orelhas são internas. Possuem poucos pelos no corpo, sendo que eles são grossos e curtos, tendo a coloração cinza ou marrom escuro. As focas são capazes de fechar as narinas embaixo d'água enquanto procuram comida. Se comunicam entre si através da emissão de sons graves. Embora seja nadadora veloz, é presa fácil para o peixe-espada. Em terra, ela não sabe se locomover, consegue apenas rastejar. As focas são carnívoras e alimentam-se de peixes, crustáceos e moluscos. Mede em torno de 1,75m de comprimento, pode pesar de 80 - 100 kg, viver 50 anos. O filhote da foca, com 6 meses de vida, já consegue nadar sozinho. 

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LAGOSTIM

Existem 200 espécies de lagostim em quase todo o mundo. No Brasil, poucas podem ser classificados como lagostim,  pitu é o mais conhecido como lagostim-de-água-doce, mas, na verdade, é um camarão grande de mais ou menos 20 cm e vive até 2 anos. Todos possuem cinco pares de patas para andar localizados no tórax e, nas fêmeas são usadas para incubarem os ovos. Possuem grandes garras nas primeiras patas. No abdômen uma grande cauda formada pelas brânquias tubulares para a respiração. Durante o dia, mantém-se escondido por não gostar de luminosidade excessiva. Na Tâsmania, existe o gigantesco. ‘’Astocopsis Goudi’’, que chega a medir uns 40 cm e a pesar 4 quilos. Se comido cru, ele pode representar perigo ao homem, porque alguns podem estar infestado com parasitas que se alojam no corpo.

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GOLFINHO

Os golfinhos, delfins, peixes-botos, botos ou toninhas são animais que pertencem às famílias Delphinidae e Platanistidae. Vivem no ambiente aquático entre 37 espécies conhecidas de golfinhos de água doce e salgada. No Brasil, os golfinhos podem ser encontrados em todo o litoral que vai do Rio Grande do Sul até o Nordeste. Alguns ainda vivem em mares interiores, como o Mediterrâneo, o Mar Vermelho e o Mar Negro. O golfinho vive em bandos ativos. Mamífero, ele golfinho figura entre os bichos mais inteligentes que existem. Sua inteligência tem alta capacidade de aprendizado e vem sendo estudada a muitos anos. Para poder sobreviver no ambiente hostil que vive, o golfinho depende de seu sonar natural e da velocidade de 50 a 60 km/h. A emissão de ultrassons serve para se comunicar, para orientar no desvio de obstáculos e para localizar presas.  Muitas espécies são domesticáveis.

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LEÃO-MARINHO

Os leões-marinhos receberam este nome pois nos machos a pelagem é diferente da das fêmeas: eles têm uma espécie de juba, como a dos leões verdadeiros,  além disso, eles têm um rugido grave, parecido com o do leão. É mamífero e carnívoro, habitante das costas rochosas, em regiões de baixa temperatura. Frequentemente são confundidos com as focas-orelhudas. Alimenta-se de peixes e moluscos e podem chegar a pesar 200 quilos e atingir mais de 3 metros de comprimento. Para procriar, dirigem-se às ilhas onde não existem predadores. A gestação dura aproximadamente 1 ano e no final desse período nasce uma única cria, que é amamentada até fazer um ano. Depois de 2 meses torna-se um excelente nadador. 

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MORÉIA

A moréia é forte, ágil e venenosa. Animal marinho e difícil de se caçar. O seu inimigo é o homem, muitos matam por esporte, outros aproveitam a carne e o couro sem escama. São mais de 200 espécies de moréias dentro de 15 gêneros, sendo que a maior alcança 4 metros de comprimento. Conhecido pelo povo indígena Tupinambá como Caramuru. São encontrado em águas tropicais e subtropicais do Atlântico e em toda a costa brasileira. As moréias não são agressivas, pelo contrário, são animais tímidos. Em Portugal, as moréias são pescadas para consumo humano. As moreias e moreões são carnívoros, alimentando-se de peixes pequenos, polvos, lulas, chocos e crustáceos. 

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MACHADO-DE-PRATA

Eles habitam em quase todos os mares do mundo. A mil metros de profundidade, onde nenhuma planta (exceto fungos) pode viver, porque todas as plantas precisam de luz. Eles se alimentam de crustáceos, larvas, detritos orgânicos e cadáveres que caem da superfície e entram na curvatura da boca. Por serem sensíveis à luz, muitos sobem à noite para a superfície e acabam sendo caçados pelo fradinho, predador noturno. A maioria deles, quando adulto, pode atingir 45 centímetros de comprimento. O machado-de-prata mostra acentuada desproporção entre o tamanho dos olhos e a largura do corpo.

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